segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Medos

Nunca me entreguei tanto a alguém, como a ti
Nunca fui de ninguém, como sou teu
Nunca quis que algo durasse para sempre, como nós
Nunca tive tanto medo de perder algo, como a ti

Tu vês-me como eu sou, desde o primeiro dia
A minha voz mexeu contigo, antes de veres a minha cara
Tu queres o meu corpo, como nunca ninguém quis
Tu tens a minha voz,
a minha cara,
o meu corpo,
todos os dias,
como nunca ninguém teve.
E não te cansas de mim...

e eu não sei como...

mas é tudo o que eu quero, continuar a fazer-te feliz, continuar a ser a tua pessoa...

A verdade é que tenho medo
que as minhas inseguranças me tomem,
me tornem repetitivo,
cansativo,
frágil.
Tenho medo que te fartes dos nossos dia-a-dias,
do nosso normal,
ainda que seja tudo o que eu quero ter contigo,
um dia-a-dia "normal", todos os dias.

No fundo, tenho medo de não ser suficiente para a mulher da minha vida, 
a pessoa que mais quero ver e fazer feliz,
tenho medo de não ser capaz de o fazer todos os dias,
de não saber o que precisas, quando precisas,
tenho medo que o descubras em outra pessoa que não em mim.
Mas acima de tudo, tenho vontade de ser eu, a tua pessoa,
de estar lá,
todos os dias,
de te beijar de manhã,
de perder o comboio porque queria mais cinco minutos de ninho,
de te perguntar como foi o teu dia, mesmo que seja "mais do mesmo",
de te ouvir,
de te ver trocar de roupa,
de te morder,
de te ter.

Eu quero estar lá,
contigo.